RECONSTRUÇÃO DE SÓTÃO, RUA DE ALCOLENA 33, LISBOA

PROMOTOR: PARTICULAR

PROJETO REALIZADO EM CO-AUTORIA COM RODOLFO GONÇALVES

O objecto intervencionado é um edifício de habitação unifamiliar contruído em 1952, com 125m2 de implantação e 3 pisos.   O projecto que agora se apresenta centra-se na necessária beneficiação da cobertura e na conversão do espaço interior do sotão, respetivo acesso e à construção de um terraço adjacente a tardoz virado a sudoeste com vista sobre jardim e sobre o rio. Globalmente, procura-se uma intervenção que mantenha o carácter do edifício, que o valorize arquitectonicamente, e que lhe atribua melhorias nas condições estruturais, funcionais e de conforto térmico, com recurso a sistemas eficientes e sustentáveis, compatíveis com as infraestruturas e sistemas construtivos pré-existentes.

Em resumo, são objectivos para esta intervenção:

•    A correcção de patologias construtivas e estruturais na cobertura;

•    A atribuição de melhorias de conforto térmico, promovendo soluções preferencialmente passivas ou ambientalmente otimizadas;

•    A valorização do objecto construído e do contexto urbano em que se insere bem como a sua perduração no tempo;

•    Desenvolver soluções que integrem na préexistência as exigências funcionais do presente, de forma que ambas se valorizem mutuamente.

•    Satisfazer condições de salubridade e qualidade do ar, dotando a cobertura de sistemas de ventilação e iluminação naturais;

•    A salvaguarda da identidade, lógica e carácter construtivos do edificado e da sua envolvente, sem prejuízo das necessárias alterações com vista ao disposto nos números anteriores;

•    A integração nas características morfológicas dominantes do contexto urbano.

Excetuando o novo volume da trapeira com expressão no alçado tardoz, as janelas de cobertura complanares e os demais alçados permanecem inalterados face ao existente. A operação em causa não estabelece qualquer relação com o arruamento principal ou com a capela de S. Jerónimo, objecto classificado que deu origem à zona especial de proteção em que a operação se insere. Formalmente, pretende-se que o novo volume assuma o seu tempo através do material e da cor do cobre, e que se integre na préexistência e na morfologia urbana e as valorize.

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